Investimentos prefixados e pós-fixados: o que é melhor?

Uma das dúvidas que muitos têm quando estão começando a investir é sobre a forma de remuneração das aplicações. Mas o que é melhor? Um investimento prefixado ou pós-fixado?

Pensando nisso, preparamos este artigo para lhe mostrar as principais características das aplicações pré e pós-fixadas, e quando é mais adequado escolher entre uma ou outra modalidade. Então, se você também tem esse tipo de dúvida, continue a leitura e confira!

Como escolher entre investimentos prefixados e pós-fixados?

Antes de mais nada, é importante entendermos o que são investimentos de renda fixa. Como o próprio nome diz, na renda fixa você já sabe o quanto a sua aplicação irá render no vencimento (no caso da prefixada), ou consegue ter uma estimativa disso (no caso da pós-fixada).

A renda fixa pode fazer parte da reserva de emergência, desde que o investimento escolhido tenha baixo risco e liquidez adequada para permitir o acesso aos recursos quando necessário. Para uma reserva de emergência, a liquidez e a segurança são especialmente importantes.

Alguns investimentos de renda fixa contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), observados os produtos elegíveis e os limites estabelecidos pelas regras do fundo. Por isso, antes de investir, é importante verificar se o produto conta com essa garantia e quais são os limites aplicáveis.

Explicada a renda fixa, podemos ver agora como funcionam a renda fixa prefixada e a pós-fixada.

Renda fixa prefixada

Na renda fixa prefixada, a taxa de remuneração é definida no momento da aplicação, permitindo conhecer a rentabilidade contratada para o vencimento. No entanto, se o investimento for resgatado ou vendido antes do vencimento, o resultado pode ser diferente do inicialmente esperado, de acordo com as condições de mercado.

Imagine que você tenha contratado com o seu banco um CDB prefixado com taxa de 4% ao ano e vencimento em 12 meses. Nesse caso, a taxa de remuneração é definida no momento da aplicação e, se o investimento for mantido até o vencimento, a rentabilidade contratada será aplicada conforme as condições do título. A variação da taxa Selic ao longo do período não altera a taxa prefixada contratada.

Renda fixa pós-fixada

Na renda fixa pós-fixada, a remuneração está vinculada à variação de uma taxa ou índice de referência, como a taxa Selic, a taxa DI ou o IPCA. Por isso, o rendimento final depende do comportamento desse indicador ao longo do período da aplicação.

Imagine agora que, em vez de ter contratado o CDB prefixado do exemplo acima, você adquiriu um título que paga 100% do CDI. Diferentemente do prefixado, agora você não sabe exatamente qual será o seu ganho no vencimento da aplicação. No entanto, terá a certeza de que o seu investimento acompanhará a tendência da taxa de juros no período, se de alta ou de queda.

No exemplo, utilizamos a taxa DI, porém existem também investimentos cuja remuneração é vinculada a índices de inflação, como o IPCA. Nesses casos, parte da remuneração acompanha a variação do índice, de acordo com as condições do investimento. É importante observar que acompanhar a inflação não significa, necessariamente, garantir ganho real; para isso, é preciso considerar a remuneração total do investimento.

E quando escolher a renda fixa prefixada ou pós-fixada?

Para tomar essa decisão, é preciso analisar diversos fatores. Aqui, nós falaremos sobre os mais simples, que são a tendência dos juros e a diversificação da carteira. Acompanhe!

Tendência da taxa de juros

Dependendo do momento da economia, a taxa de juros pode se comportar de diferentes maneiras.

Quando as pressões inflacionárias aumentam, o Banco Central pode utilizar a política monetária, incluindo alterações na taxa Selic, para influenciar as condições financeiras e a demanda da economia. A elevação dos juros tende a encarecer o crédito e reduzir a demanda, contribuindo para conter as pressões inflacionárias. Os efeitos da política monetária, porém, não são imediatos e dependem das condições da economia.

Aqui no blog, já falamos sobre a relação entre taxa Selic e inflação. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui.

Em um cenário de juros elevados, investimentos pós-fixados atrelados a taxas de referência, como a Selic ou a taxa DI, tendem a acompanhar esse ambiente de juros. Já os investimentos prefixados permitem definir antecipadamente uma taxa de remuneração. A escolha entre as modalidades deve considerar as expectativas para os juros, o prazo do investimento, o risco, a liquidez e os objetivos do investidor.

Em um cenário de expectativa de queda dos juros, um investimento prefixado pode ser interessante para quem deseja contratar antecipadamente uma determinada taxa de remuneração. Se o investimento for mantido até o vencimento e as condições contratadas forem cumpridas, a taxa prefixada será mantida, independentemente das variações posteriores da Selic.

Diversificação da carteira

Outro ponto importante é a diversificação dos investimentos. Uma carteira pode combinar diferentes tipos de investimentos, inclusive modalidades prefixadas e pós-fixadas, de acordo com os objetivos, os prazos, o perfil de risco e a necessidade de liquidez do investidor. A diversificação pode contribuir para a gestão dos riscos da carteira, mas não elimina os riscos dos investimentos.

Essas foram algumas dicas sobre investimentos prefixados e pós-fixados. Se você tiver alguma dúvida, deixe abaixo os seus comentários, e siga o nosso blog e redes sociais para continuar acompanhando conteúdos como esse!

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